18 janeiro 2011

«Górgias» de Platão

2ª parte do diálogo (apontamentos)

Se:
1A – Para Platão/Sócrates ter um conhecimento verdadeiro da justiça implica agir com justiça. (Górgias concorda com esta ideia)
1B – O objecto da Retórica é elaborar discursos persuasivos sobre a justiça. Isto implica que os sofistas tenham um conhecimento verdadeiro sobre a justiça (Górgias admite que quem quer ser seu aluno se não tiver esse conhecimento irá aprender consigo o que é a justiça.)
2 – Mas um pouco atrás Górgias rejeita responsabilidades sobre os actos injustos dos seus alunos (Se eles agem injustamente, a culpa não é dele)
Sócrates detecta aqui uma contradição: se as ideias 1B e 1A são verdadeiras, Górgias não pode sustentar a ideia 2.  Se 1B e 1ª são verdadeiras, a retórica de  Górgias nunca seria usada injustamente. Sócrates conclui que a retórica não é uma arte, é apenas uma actividade que imita a arte da Justiça. Se ela implicasse o conhecimento verdadeiro da justiça, não seria possível que um sofista agisse injustamente, e isso acontece (Exemplo: condenação de Sócrates). Como acontecem muitas vezes actos injustos cometidos pelos sofistas/oradores, prova-se que a retórica não consegue possuir um conhecimento verdadeiro do que é a justiça.

 Apontamentos de Tânia Rodrigues (11G)

Sem comentários:

filosofiareal

«Quem hoje em dia ensina filosofia não selecciona o alimento para o seu aluno com o objectivo de lhe adular o gosto, mas sim para o modificar.»
Wittgenstein