21 abril 2010

Kant – o imperativo categórico

Podemos descobrir os nossos deveres comparando as nossas máximas com aquilo a que Kant chamava o imperativo categórico: «Age apenas segundo uma máxima tal que possas querer ao mesmo tempo que ela se torne uma lei universal». Kant não diz que uma acção como roubar é incorrecta porque não gostaríamos das consequências se toda a gente o fizesse. Trata-se de testar se poderíamos escolher («querer») a nossa máxima como lei universal. Trata-se de testar o que é possível escolher, e não o que gostaríamos de escolher. Optar por comportar-se de um modo que é impossível toda a gente seguir é imoral e irracional, devendo ser rejeitado.
Stephen Law, Filosofia, tr. Maria José Barbosa, Civilização, p. 106.

Sem comentários:

filosofiareal

«Quem hoje em dia ensina filosofia não selecciona o alimento para o seu aluno com o objectivo de lhe adular o gosto, mas sim para o modificar.»
Wittgenstein