17 abril 2010

Kant – moralidade e racionalidade

Immanuel Kant defende que os princípios morais podem ser obtidos da razão prática. Se isso for verdade, pensava, poderemos explicar as características da moral. Para ele, a moral é universal: um conjunto de regras iguais para todos. Tem de ser possível toda a gente agir moralmente (mesmo que seja muito improvável que todos o façam). A razão também é universal, igual em todos os seres racionais. A moral e a racionalidade são categóricas; as exigências para se ser racional e virtuoso não mudam dependendo do que queremos. E nós pensamos que a moral se aplica a todos os seres racionais e não só aos humanos. A moral não se aplica a seres que não podem fazer escolhas racionais, como os cães e os gatos (os animais portam-se mal, mas não agem de forma moralmente incorrecta).
Stephen Law, Filosofia, tr. Maria José Barbosa, Civilização, p. 105.

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«Quem hoje em dia ensina filosofia não selecciona o alimento para o seu aluno com o objectivo de lhe adular o gosto, mas sim para o modificar.»
Wittgenstein