20 janeiro 2010

James Rachels – o problema do livre-arbítrio #3

[Objecção ao Libertismo] Se as nossas acções não estão determinadas causalmente, como surgirão? O que produzirá ao certo as nossas decisões? Podemos imaginar que há, dentro de cada um de nós, uma espécie de «ser mental» cujas decisões não estão constrangidas pelas leis causais – um controlador fantasmagórico que faz escolhas independentemente daquilo que ocorre no cérebro. Mas isto não é credível. Vai contra o que a ciência nos diz sobre o funcionamento das coisas. Não há provas de qualquer tipo da existência de uma «energia mental» que actue dentro de nós, desligada da operação do nosso sistema neurológico.
James Rachels, Os problemas da filosofia, tr. Pedro Galvão, Gradiva, p. 191.

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«Quem hoje em dia ensina filosofia não selecciona o alimento para o seu aluno com o objectivo de lhe adular o gosto, mas sim para o modificar.»
Wittgenstein