19 junho 2007

Richard Rorty

«Na perspectiva que estou a apresentar, o progresso moral existe, e esse progresso vai efectivamente na direcção de uma maior solidariedade humana. Mas tal solidariedade não é pensada como sendo o reconhecimento de um eu central, da essência humana em todos os seres humanos. É antes pensada como sendo a capacidade de ver cada vez mais diferenças tradicionais (de tribo, religião, raça, costumes, etc.) como não importantes, em comparação com semelhanças no que respeita à dor e à humilhação - a capacidade de pensar em pessoas muito diferentes de nós como estando incluídas na esfera do "nós".»
R. Rorty, Contingência, Ironia e Solidariedade, Editorial Presença, p. 239.

2 comentários:

rui effe disse...

fez-me relembrar a parte da tese de doutoramento da onde se fala do "poeta forte" de Mª Conceição Antunes.

via rorty

a-real disse...

Qual tese? Não compreendi comentário.

filosofiareal

«Quem hoje em dia ensina filosofia não selecciona o alimento para o seu aluno com o objectivo de lhe adular o gosto, mas sim para o modificar.»
Wittgenstein