29 março 2007

Apontamentos de alunos #5

Características de uma boa acção para Kant:

-Motivada apenas pelo dever (por uma “Boa Vontade”; uma boa intenção)
-Desinteressada

3 Tipos de acções:
A - Acção contra o dever (ex. matar)
B - Acção conforme o dever (ex. Ajudar uma velhinha a atravessar a rua para obter um benefício)
C - Acção por dever (ex. Ajudar uma velhinha a atravessar a rua para cumprir o dever)
Comparando B e C: “a acção em si mesma” é igual, mas “A intenção é diferente”

Imperativo hipotético (condicional) Se queres X então faz Y.

Obrigação que estabelece uma condição para alcançar um objectivo.

Ex. Se queres sentir-te bem então ajuda os pobres.
Ex. Se queres ficar rico então rouba um banco.

Imperativo categórico (incondicional, absoluto): Faz Y!

O que é agir moralmente?
É cumprir o dever.
O que é cumprir o dever?
É obedecer à lei moral.
O que é a lei moral?
É o imperativo categórico.
“Age de modo a que a máxima da tua opção possa ser uma lei universal da acção”.

Como é que sabemos que Y é uma boa acção?

Fazemos o “teste” do imperativo categórico: se a acção for universalizável então é uma boa acção. Se a acção não for universalizável não é uma boa acção.

O I.C. é um método para descobrir se a acção é ou não é moralmente aceitável.
O I.C. não é um mandamento, não é uma proibição ou obrigação do tipo “não matar”, “não roubar”, etc.
O I.C. é uma obrigação de pensar, de reflectir sobre os nossos actos antes de os realizarmos.

(Apontamentos de Elisa Sousa 10º4B)

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«Quem hoje em dia ensina filosofia não selecciona o alimento para o seu aluno com o objectivo de lhe adular o gosto, mas sim para o modificar.»
Wittgenstein